Planejamento de Controle de Materiais


11 set de 2015

Nas usinas canavieiras o setor de manutenção desempenha um papel crucial na obtenção de bons índices de lucratividade e rentabilidade.

Como trata-se de um processo contínuo, de alto volume de produção, fluxo em linha, qualquer quebra de máquina e/ou equipamento pode interromper totalmente o processo de produção, ocasionando problemas indesejáveis como perda de faturamento, atraso de fornecimento, aumento de custo, ociosidade, entre outros.

Geralmente, esse parque fabril é formado por muitas máquinas e equipamentos, oriundos de diferentes fabricantes, com centenas de milhares de componentes, muitos deles suscetíveis a desgastes, que são trocados em intervenções de manutenção preditiva, preventiva e corretiva.

Porém, manter todas essas peças em estoques é anti-econômico e muitas vezes pouco operacional.

Cabe então uma questão? Quais peças de reposição – que comumente são itens de baixo giro – devem ser mantidas em estoque? Em que quantidade? Em que época do ano?

Para responder adequadamente as essas e outras questões correlatas, técnicas de Administração de Materiais para itens de demanda independente, como Classificação ABC, Lote Econômico, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido, entre outras, devem ser usadas. Essas técnicas devem ser cruzadas com a criticidade das máquinas – Classificação XYZ, complexidade do fornecimento – Classificação 123, para auxiliar na formulação das Políticas de Materiais de Manutenção (Configuração, Suprimentos, Reposição de Materiais, Operações, Controle e Distribuição).

Fatores e parâmetros contidos nessas técnicas devem ser levantados e acompanhados no tempo, como consumo, tempo de reposição, custo, frequência, coeficiente de variação, entre outros, serem parametrizados e inseridos no ERP da companhia.

Para fechar, um sistema de indicadores deve ser considerado para avaliar a performance.

Alguma dúvida? Pergunte aos nossos especialistas.

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