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ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO PPCP

Montar a arquitetura completa e integrada da estrutura organizacional é fundamental para o funcionamento eficiente da do Departamento de Planejamento e Controle da Produção (PCP). Nos projetos de consultoria de #PPCP que realizamos, o subprojeto 1 no road map é da Estrutura Organizacional. A estrutura organizacional, é dividida em seis pacotes de trabalho na EAP. Para cada empresa a solução é diferente, porque leva-se em consideração diversos fatores como tamanho, volume de produção, linha de produto, estratégia de resposta a demanda, mercado, processo produtivo, layout, entre outros. Até empresas similares – tamanho / linha de produto / processo produtivo – etc – tem soluções distintas ao abordar estratégia, cultura organizacional, fatores ambientais da empresa (FAE). Nos próximos post haverá o detalhamento e discussão de cada ponto deste para área de PPCP. Agradeço a leitura. Se você achou esse texto útil, siga-me para receber outras postagens sobre #PCP e Gestão de Operações. Josadak Marçola

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ALTERNATIVAS DE ORGANOGRAMAS DO PPCP – PARTE 2 DE 7

Organograma é uma figura que representa DELINEAMENTO da estrutura organizacional de uma instituição ou empresa. O principal propósito deste modelo estrutural é mostrar os diferentes setores, cargos e funções existentes na organização e as RELAÇÕES HIERÁRQUICAS existentes entre esses elementos. Não existe organograma certo e organograma errado. Existe organograma adequado. Adequado ao ambiente em que se encontra inserido. Mesmo duas empresas muito parecidas – tamanho / linha de produto / processo produtivo / mercado / entre outros fatores, não possuem organogramas iguais. Por que? Porque apresentam culturas organizacionais, fatores ambientais da empresa, influência e força das diversas diretorias, estratégias de atuação e abordagens distintas, que refletem na arquitetura do organograma. Para o PPCP a situação é análoga. Por exemplo, e possível encontrar Note que em ambos os casos acima discutiu-se os aspectos de CENTRALIZAÇÃO X DESCENTRALIZAÇÃO das atividades. Muitas outras situações ocorrem. Lembra de algum caso representativo? Cite aqui. Agradeço a leitura. Se você achou esse texto útil, siga-me para receber outras postagens sobre #PCP e Gestão de Operações. Josadak Marçola

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Interações do PCP Central ou PCP Corporativo

O conceito de Centro de Serviços Compartilhados (CSC) surgiu nos Estados Unidos na década de 1970. No Brasil, o delineamento de unidades operacionais abordando o CSC iniciou-se nos anos 1990. Os CSCs foram criados para centralizar funções de suporte, como finanças, recursos humanos e TI, em um único centro, liberando as demais áreas da empresa para concentrem em suas atividades principais. Isso auxilia padronizar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional. Logo na sequência, anos 2000, entra nessa equação o planejamento e controle da produção. O PCP Central ou PCP Corporativo começou a ser desenhado nos organogramas das empresas com (1) múltiplas unidades fabris, (2) muitas linhas de negócio (3) vasta linha de produtos e com (4) muitas cadeias de suprimentos. No PCP Corporativo CENTRALIZOU-SE as atividades de Planejamento Agregado da Produção, o Plano Mestre de Produção (MPS) e o Planejamento de Capacidade de Médio e Longo Prazo, enquanto as atividades operacionais, como programação, execução e controle da produção, são DESCENTRALIZADAS para cada unidade fabril. Neste cenário, com quem o PCP Central interage? A figura abaixo mostra as principais relações e interações que o PCP CENTRAL mantêm com outras funções e departamentos da empresa. A saber: O lema é “PLANEJAR GLOBAL” pensando na empresa-mãe, considerando a cadeia de suprimentos e centralizando o plano para ter melhores resultados globais e “AGIR LOCAL”, nas unidades produtivas, dando autonomia as fábricas para decidir COMO cumprir o plano levanto em conta peculiaridades próprias. Agradeço a leitura. Se você achou esse texto útil, siga-me para receber outras postagens sobre #PCP e Gestão de Operações. Josadak Marçola

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Estruturação do PCP Central em empresas multiplantas

A maciça maioria das empresas de médio e grande porte possuem unidades fabris distintas, localizadas geograficamente em diferentes regiões, sendo essas localizações escolhidas por questões logísticas e estratégicas. Essa situação caracteriza um ambiente MULTIPLANTA. Nesse tipo de ambiente – MULTIPLANTA – é recomendado implantar conceito de CENTRO DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS (CSC), com a função de CENTRALIZAR as atividades comuns as organizações do grupo, com equipe especializada para essa operação. E o PCP também se enquadra nesse contexto. Surge então o #PCP CENTRAL ou #PCP CORPORATIVO, num nível gerencial, comumente respondendo ao #Diretor de Operações (#COO). A ideia é realizar as atividades de Planejamento da Produção – Plano Agregado de Produção, Plano Mestre de Produção (MPS), Plano de Capacidade de Médio e Longo Prazo estratégia de resposta a demanda e planejamento dos estoques no tempo dos itens comprados e produtos acabados. Já as atividades de planejamento de materiais para encomendas, abertura de ordens de produção, programação, execução, apontamento e controle de produção, são descentralizadas e realizadas pelo time de cada unidade fabril. Logo, deve ocorrer um redesenho da estrutura organizacional do PCP, com novas descrição de funções e atribuições, matriz de competência e qualificação, e programas de capacitação requeridos para essa nova função que passa a existir. Para tanto algumas condições são mandatórias: Mesmo para empresa que estão geograficamente no mesmo site, mas aplicam conceito de fábricas autônomas, essa modelagem é válida. Já fizemos diversos projetos com essa aplicação. Agradeço a leitura. Se você achou esse texto útil, siga-me para receber outras postagens sobre #PCP e Gestão de Operações. Josadak Marçola

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Em programação da produção 1 + 2 + 3 é diferente de 3 + 2 + 1

Na aritmética, que é o ramo básico da matemática, existe um axioma para a operação fundamental de SOMA, refletido na propriedade comutativa, que afirma “A ordem dos fatores não altera do resultado da função ADIÇÃO, ou seja, a + b = b +a. Mas em aplicações de #sequenciamento da produção e #programação da produção esta regra não é aplicada. A figura atachada, para três ordens de produção (verde – vermelha – laranjada), com três operações (10 – 20 – 30), em três máquinas (M1 – M2 – M3), num processo flow shop (sempre da M1 para M2 e depois para M3) mostra que em termos de duração da programação, a alternativa 2 é a melhor. A ordem com que as tarefas e operações – Jobs – afetam diretamente o resultado final, em diferentes dimensões – duração da programação (#makespan), ocupação dos recursos no tempo, data de entrega do pedido, inventário em processo, tempo e set-up, entre outros. Essa ordem é determinada pelos #heurísticos de sequenciamento e programação, tornando disponível cenários distintos para alocação de tarefas (operações) das ordens de produção abertas nos recursos produtivos no tempo. Tal ação trará resultados diferentes. Desde modo, existirão resultados distintos para diferentes regras de programação: maximização da pontualidade, minimização do setup, diminuição de inventário em processos, entre outros. A escolha desses cenários ocorre em função do ambiente produtivo, época do ano, características do processo produtivo, complexidade da estrutura do produto, estratégia de resposta a demanda, etc. Promover a simulação, advinda da construção de cenários, e posterior comparação desses cenários é primordial nos dias atuais. Quem tem uma alternativa só não tem escolha. Josadak Marçola

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Pérolas do projeto

Pérolas do ENEM, pérolas do jornalismo, pérolas de redação, pérolas ditas por famosos, pérolas do processo seletivo. pérolas universitárias, pérolas jurídicas, pérolas de tradução, pérolas de anúncios. Haja pérolas. E porque não pérolas do projeto!!! O que são pérolas? Pérolas” é um termo utilizado para se referir a erros grosseiros, vezes absurdos, cometidos por pessoas das mais variadas áreas. São gafes. Vacilos.  Atos e/ou palavras impensadas, indiscretas e desastradas que vista com bons olhos produzem situações hilárias. Em projetos, quando se forma uma equipe de trabalho, que permanece junta por certo tempo, quer seja no quartel general do projeto, em visitas a empresas, em outras áreas da companhia, ou mesmo em confraternizações, diversas pérolas surgem naturalmente. São pérolas de diferentes tipos e tamanho, que as vezes o escriba mor do projeto – aquele membro da equipe mais divertido – acaba criando uma derivante da EAP – a EAPP, ou seja, Estrutura Analítica das Pérolas do Projeto. Compõem a EAPP: 1- paródias, 2 – piadas, 3 – bordões, 4 – termos, 5 – fotos, 6 – mantras, etc. E na reunião de encerramento do projeto, quando é contabilizado os resultados finais e formaliza-se as lições aprendidas, apresenta-se a pérolas do projeto. É um evento importante e produtivo. Bom humor é fundamental para conviver com as pressões do projeto. Josadak Marçola #licoesaprendidadas #projeto #bomhumornotrabalho

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Quer um tigre e engorda um gato?

Outro dia, estava participando de uma reunião de resultados de uma empresa multinacional, quando ouvi a seguinte frase “Quer um tigre e engorda um gato?” É muito comum as empresas promoverem ótimos operadores para supervisores, ou coordenadores para gerentes, e o resultado ser insatisfatório. Um problema então se instala. Houve aumento salário compatível com a nova função, o desempenho não é adequado, não é possível diminuir o salário, efetuando a demoção do cargo. O que resta fazer? Engordando, o gato perdeu a agilidade, que era seu ponto forte, mas não se tornou feroz, que é um atributo do tigre. De forma correlata, o supervisor deixou de ser operacional, mas não tornou-se gerencial-estratégico. Sou plenamente a favor do recrutamento interno, pois uma promoção, pode provocar uma série encadeada de ascensão profissional na empresa, trazendo no bojo, crescimento profissional e auxiliando no clima organizacional. Porém, há ocasiões, em que não existe a competência internamente. Se faz necessário, então, fazer a seleção e recrutamento externo, até para capacitar a empresa nesta competência ausente. Existem momentos que temos que contratar tigres. Josadak Marçola #potencial #competencia #perfil

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Gestor – Você só dá valor e contrata pessoas com Estilo de Gestão iguais ao teu?

Inicio dos anos 90, eu era um supervisor de produção, e juntos com meus pares, participamos de mais um treinamento gerencial. Mais um curso. E tanto trabalho para fazer na fábrica. Olhá lá o P – Produtor falando. Daqui a pouco você vai saber o que é isso. Mas foi um treinamento muito válido. Até hoje lembro, faço a releitura, gosto e estudo o autor desse método – Dr. Ichak Adizes. Adizes criou um modelo que define os estilos de gestão. Eles são caracterizados por 4 papeis (P – Produtor, A – Administrador, E – Empreendedor e I – Integrador). ·       P = Produtor – gostam de produzir, de estar sempre ocupados e entregar resultados. ·       A = Administrador –sentem prazer de organizar, e gostam de regras, sistemas e procedimentos. ·       E = Empreendedor –criam e desenvolvem ideias sobre o que produzir no futuro. Gostam do risco e são energéticos e entusiásticos. ·       I – Integrador – aproximam pessoas e ajudam que se sintam envolvidas. Gosta de promover contato entre pessoas ou resolver os conflitos? Imagina se uma empresa somente com perfil do tipo: ·       Um grande projeto de um importante cliente está atrasado, e chamamos os profissionais com perfil Produtor (P) para mitigar e/ou eliminar atraso. Ele consegue, mas sabe-se lá a que custo, e depois é preciso juntar todos os cacos espalhados pelo chão. ·       Temos excelentes profissionais com perfil Administrador (A), ele sabe quando a empresa irá a falência e qual o valor do passivo, mas não tem energia para mudar a situação. ·       Somente Empreeendedores (E), sabem que devemos estar do outro lado do rio daqui há dois anos, mas não se preocupam se será a nado, de barco, a jet-sky, ponte, etc, e já estão pensando em outros projetos sem efetivar este. ·       Ou somente Integradores (I), preocupadas com a comunicação, com reuniões, em promover encontros, escutar os funcionários, e por aí afora Uma combinação dos quatro estilo compõe o perfil de qualquer profissional. Não há combinação certa ou errada. Também, ninguém tem a plena e constante excelência nos 4 perfis. Geralmente dois perfis são maiúsculos e dois perfis são minúsculos, por exemplo PAei ou pAeI. Geralmente, valorizamos pessoas iguais a nós, com mesmos pensamentos, crenças, valores e visão de mundo. Porém, precisamos valorizar o diferente, o contraditório, a indagação dialética, completar a equipe com habilidades distintas. Josadak Marçola #gestor #gestao #estilodegestao

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O Paradoxo da Simplicidade e Efeito Beijo

Na semana passada estava em uma empresa industrial auxiliando a implantação de um ERP de mercado, e na reunião relativa ao módulo de Planejamento da Produção e Gerenciamento de Materiais, discutíamos sobre aspectos pertinentes a parametrização e configuração do software e elaboração de alguns relatórios sintéticos e analíticos. Tratava-se de um time multidisciplinar – engenheiros, analistas de sistemas, administradores, contadores, tanto por parte da consultoria da software house quanto da empresas cliente, quando dois termos relevantes e complementares entre si, vieram a mesa: Kiss Effect e Paradoxo da Simplicidade. O KISS EFFECT, que de forma suave e adaptada escrevo que é KEEP IT SIMPLE, SMART (ao invés de STUPID), ou seja se for esperto deixe o projeto, processo ou atividade simples, porque caso contrário, será custosa, demorada e terá vida curta, pois cliente-usuário deixará de utilizá-la em virtude da dificuldade de uso. E aqui, um pequeno adendo, aproveitando o termo simplicidade, a sequência deve ser sempre: 1 – simplificar / 2 -padronizar / 3 – sistematizar / 4 – informatizar, ou seja, a informatização deve ser o ultimo passo, sob o risco de automatizar algo que está ruim. E quem projeta o produto, processo e sistema (designers), devem ter em mente que o desenvolvimento é feito uma vez só – sem considerar as melhorias e subsequentes revisões – e o uso será por longo tempo, reiteradamente. É aqui encontra-se o paradoxo. Não pode ser fácil para quem desenvolve, no sentido de entregar o mais rápido possível para cliente-usuário, e difícil para quem irá usá-lo de for frequente. O foco está sempre no uso. Se não tem uso não tem valor. Josadak Marçola #simplificar #simplicidade #kisseffect

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Elegância no mundo corporativo, e no chão-de-fábrica

Quando se fala em elegância, a falsa crença logo traz a mente roupas chiques, vestimentas caras, sapatos de marca, joias raras e acessórios belíssimos. Mas elegância, em qualquer lugar, e principalmente no mundo corporativo é muito mais que isso. Como engenheiro de produção, trabalhei a maior parte de minha vida profissional em empresas metalúrgicas, com processos produtivos pesados, com ruídos e insalubridade como caldeiraria, tratamento superficial, pintura, fundição, entre outros. E tive a graça de encontrar muitos encarregados, supervisores e gerentes de produção extremamente elegantes, por mais impróprio ou paradoxal que possa parecer,em virtude do ambiente onde isso ocorria. Mas um chefe, em especial, permanece em minha lembrança. Era Supervisor de Produção de Tratamento Térmico. Um engenheiro de 55 anos, tecnicamente muito bem qualificado, que resolveu diversos problemas de processo na empresa. E, somado a isso, era extremamente simples e educado com todos, tratava a todos do mesmo modo, desde a faxineira até ao diretor industrial, com fala firme, mas calma e serena, roupas adequadas ao ambiente fabril e comportamento exemplar, sem fofocas e gritos e berros. Recordo-me, de sempre, cumprimentar a todos, levantar-se para buscar seu próprio café, chamar a faxineira para atender o telefone, muitas vezes almoçar com seus funcionários ao invés dos seus pares, ser um chefe discreto e on the ball no chão de fábrica quanto a situação requeria São gestos simples, diários, rotineiros, que não requerem custo algum, e que trazem elegância, gentiliza e o lado bom da humanização para as empresas, que de bojo ganham mais competitividade. Josadak Marçola

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Coloque a Estrutura Organizacional da empresa para funcionar

O desenho organizacional da empresa deve ser posto em uso, deve funcionar, nas atividades do dia-a-dia. Os casos abaixo, são dois exemplos complementares desta frase. Caso 1 – anos 90, eu trabalhava como supervisor de produção em uma empresa metal mecânica do interior do Estado de São Paulo, e uma série de paralisações e movimentos grevistas ocorriam de tempos em tempos. Numa dessas ocasião o Gerente de RH pediu que nosso Diretor Industrial para participar de uma reunião com Sindicato dos Metalúrgicos, por solicitação dos sindicalistas. Lembro-me do Diretor dizer “se eu for a reunião tenho pode ser que tenha que tomar a decisão no momento e sem poder argumentar que precisamos obter aprovação do nosso superior hierárquico. Você deve comparecer a reunião”. A estrutura organizacional deve funcionar. Caso 2 – anos 2010, eu atuava com consultor numa empresa de bens de capital, e o atual CEO sucedeu o proprietário da companhia, que assumiu o cargo de presidente do Conselho de Administração. Porém, os diretores e gerentes da empresa, por cultura e costume, rotineiramente recorriam ao proprietário para aconselhar-se das decisões, muitas vezes contradizendo o atual CEO. Recordo do CEO interagir com firmeza com presidente do Conselho afirmando “você é meu chefe e dono da empresa, mas eu sou o atual presidente da empresa, e a responsabilidade sobre resultados da empresa é minha. Qualquer recomendação peço que seja dada inicialmente a mim para unificarmos discurso e prática, pois situação atual está trazendo muito ruídos na gestão. De novo, coloque a estrutura organizacional da empresa para funcionar. Josadak Marçola #estruturaorganizacional #organograma

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Urgência não é data!

Estes dias estava em alguns clientes realizando trabalhos de consultoria, e como de costume prefiro ficar alocado junto com os funcionários, no setor/departamento no qual realizo o projeto. Penso ser mais adequado, pois facilita a comunicação, traz aproximação com a equipe, tomo conhecimento na fonte da forma de atuação, problemas existentes, forma de atuação de cada colaborador, entre outros. Em vários clientes, uma palavra me chamou atenção; “urgente”. Tudo era urgente. Cadastro do item, recebimento da matéria prima, término da pintura, conclusão da montagem, e assim por diante. Isso, além da ênfase – “mas é urgente, viu”! Logo, lembrei-me de uma frase de gerente no início da minha carreira como engenheiro de produção: “Urgência não é data”. E não é mesmo Urgência é estado temporário motivado por uma situação que exige uma intervenção imediata, sem adiamento e transferência. Esse termo, usado comumente na área médica, jurídica ou em casos de acidentes, desastres ambientais, entre outros, tem diso utilizado de maneira indiscriminada em ambientes industriais, atingindo patamar de plena banalização. Isso conduz a uma situação onde tudo é URGENTE. Logo, o urgente já não é suficiente para caracterizar uma ação imediata. Outros termos são criados: “MAIS QUE URGENTE” e URGÊNCIA URGENTÍSSIMA. Ás vezes, a criatividade avança, e utiliza-se de tarja vermelha, assinatura do gerente, folha de diferentes cores branca, rosa, vermelha … De repente, o sistema é regido por diferentes Classes de URGENTE. E URGÊNCIA não é data. Se 3 pedidos são urgentes, qual executar primeiro? Josadak Marçola #datadeentrega #duedate #aprazamento

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Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 4: Roteiro de Fabricação

O roteiro de fabricação, também denominado de plano macro do processo de fabricação, é um documento que determina a sequência tecnológica de operações a ser executada no ambiente fabril para transformar a matéria-prima e componentes em itens semi manufaturados e produtos acabados. O desenvolvimento de um plano de processo inicia-se a partir de um desenho de produto. Com as informações do projeto, o técnico de processos enumera as operações do plano macro, quer fazendo pelo (1) Método Convencional ou (2) Método Assistido por Computador (CAPP – Computer Aided Process Planning). É a base para se realizar o planejamento da produção e serve como referência à produção . Engendra a ligação entre projeto do produto (cadastro do item – lista de materiais – desenhos) e o o chão de fábrica (Ordens de Produção – Apontamento – Almoxarifados). Neste fato reside a grande PODER do ROTEIRO DE FABRICAÇÃO, que de mãos dadas com a LISTA DE MATERIAIS transformam-se numa DUPLA IMBATÍVEL que promovem integração e simplificação das funções e dos processos de negócios longitudinais no chão de fábrica. Tanto a lista de materiais produtiva (MBOM – Manufacturing Bill of Material) quanto o roteiro de fabricação devem ser arquitetados para: reduzir processo de apontamento de mão de obra / máquina. simplificar processo de requisição de materiais / baixa de materiais. promover ligação entre almoxarifados (entrada – matéria-prima / saída – componentes ou entrada – componentes / saída – produto acabado). viabilizar apuração do inventário em processo de forma mais rápida e segregada por área. facilitar análise de carga versus capacidade, tanto na área fabril (RCCP – Rough Cut Capacity Planning) quanto na máquina (Capacity Requirement Planning). facilitar implantação de ferramentas de programação (APS – Advanced Planning and Scheduling). simplificar obtenção do OEE / OLE / GE por grupo de máquinas. Além de atender as exigências do Bloco K, compulsoriamente fixada pelo Fisco, a estruturação adequada dos roteiros de fabricação torna factível a utilização plena de outros elementos estruturantes como requisição de material, inventário, apontamento da produção, controle das ordens de produção, entre outros. Ganhos indiretos e cumulativos advindos de uma gestão de operações eficiente ocorrerão, por longo período, induzindo a necessidade de evolução em outras áreas. Melhorias geram melhorias. Um círculo virtuoso tende a firmar-se. Apesar de haver um aumento na complexidade dos sistemas produtivos, a solução sempre deve conter como pilar o binômio Integração e Simplicidade. Pense nisso nos projetos futuros. Josadak Marçola #blocok #roteirodefabricacao

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Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 3: Hierarquia dos Recursos Produtivos

á escrevemos brevemente sobre (1) Cadastro de Materiais e (2) Lista de Materiais, ou seja, falamos dos recursos transformados, aqueles recursos materiais (matéria-prima, componentes e insumos) que se modificam durante o processo produtivo, transformando-se num Produto Acabado e direcionados ao cliente final. Hoje é a vez da Hierarquia do Recursos Produtivos. São Recursos Produtivos Transformadores, ou seja, recursos que permanecem no chão de fábrica para atender demanda futuras por longo intervalo de tempo. Para esse texto, iremos considerar os Recursos Produtivos como sendo as Máquinas Operatrizes, Bancadas de Trabalho e Centros de Trabalhos. Como os recursos produtivos transformadores possuem um vínculo entre si, vínculo esse formado por tipo de processo executado (corte / dobra / torneamento / pintura / montagem / etc) ou por item-produto que agrega valor de transformação física (eixo / mancal / trator / colheitadeira / etc), é mandatório que se elabore uma hierarquia de autoridade baseada nos níveis de agregação. Deste modo, em uma hierarquia de quatro níveis, uma determinada Unidade Fabril hipotética pode ser formada por: Mini-fábricas ou fábricas autônomas; Áreas fabris ou células de fabricação; Grupos de máquinas; Máquinas operatrizes ou centros de trabalho. Após ser feito a arquitetura da Hierarquia dos Recursos Produtivos, desde a mini-fabrica até o recurso único propriamente dito, deve se desenvolver um Sistema de Classificação e Codificação (SCC) para identificação desses recursos. Códigos simples, com duas faixas (string), do tipo policódigo, com caracteres numéricos ou alfa-numéricos são recomendados. Por exemplo: TVP001 – Torno Vertical Pesado 1003 – Montagem Mecânica Bancada de Trabalho 3 Existem outros formatos de codificação, mas será exposto com maior profundidade em outro texto. Dando sequência, e promovendo Integração, esses centros de trabalho devem ser cadastrados no ERP da companhia, com seu respectivo código e tag, feito a sua ligação de subordinação com níveis superiores, criado Centro de Custo para mini-fábrica e áreas fabris, e calculado / cadastrado taxa-hora do recurso. Essa Hierarquia de Recursos Produtivos auxilia sobremaneira no Planejamento e Controle da Carga versus Capacidade, nos três níveis de capacidade (RRP – Resource Requirements Planning / RCCP – Rough Cut Capacity Planning / CRP – Capacity Requirements Planning), na programação das atividades, controle de chão de fabrica e indicadores de desempenho fabril. Agora, promovendo a Gestão Visual, é necessário gerar as plaquetas de identificação, fixar essas plaquetas nas máquinas operatrizes e centro de trabalho, de frente para corredor, para que sejam visíveis e auxiliem na movimentação de materiais durante o processo produtivo. Aproveitando o ensejo, já que que estamos falando de movimentação de materiais e áreas fabris, é salutar abordar o assunto de macro layout. Cada área fabril deve ter delimitado e identificado setores de recebimento (entrada) e expedição (saída) de itens. Esses setores desempenham o papel de depósito intermediários, facilitam logística interna e controle do inventário. A estrutura está desenhada. O layout fabril, composto por recursos produtivos transformadores alocados nas células de fabricação existentes, hierarquizados e codificados, será posto em marcha através das ordens de produção, geradas a partir de uma demanda comercial, e com um roteiro de fabricação determinado pela Engenharia Industrial, e sua respectiva lista de materiais, determinada pela Engenharia do Produto. Note que além de atender o Bloco K, que constitui-se no livro eletrônico de Registro de Controle da Produção e do Estoque, através da ordens de produção, de transitam por recursos produtivos transformadores das áreas fabris, consumindo insumos requeridos pela lista de materiais, e existente no almoxarifado da empresa, o alicerce para gestão de recursos materiais, humanos, de máquinas e equipamentos está construído. Transmute. Aproveite a compulsoriedade do Bloco K. Transforme-a numa oportunidade de melhoria de gestão das operações. No próximo artigo falaremos sobre o 4o elemento – Roteiro de Fabricação. Josadak Marçola #blocok #hierarquiadosrecursosprodutivos #recursosprodutivos #cadastrodosrecursosprodutivos

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Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 2: Lista de Materiais

Vamos falar hoje da Lista de Materiais (Bill of Materials – BOM). Na horizontal, a sigla BOM traz uma mensagem positiva, e na vertical, ao ser transformada numa acrostico, numa mensagem poética. Se existe um documento importante nas empresas manufatureiras, este documento é a Lista de Materiais. Isso porque a lista de materiais flui por quase todos os departamentos da companhia, desde a Fase de Orçamento, passando pela Engenharia do Produto, Engenharia Industrial, Engenharia da Qualidade, PCP, Suprimentos, Produção, Almoxarifado, Custos, Expedição, entre outros. Como tem um fluxo longitudinal e é utilizada por muitos departamentos em suas atividades diárias e transacionais, a lista de materiais é um elemento chave para simplificar os processos de negócios e promover integração direta entre essas funções de negócio complementares. A Lista de Materiais é uma lista que identifica e descreve todos os componentes – matérias-primas, subcomponentes, componentes, subconjuntos e conjuntos intermediários, necessários para fabricar um Produto Acabado. Estão descritos nesta lista de materiais multinível: nível estrutural (Pai – Filho), código da peça, descrição resumida do item, quantidade, unidade de medida. A lista de materiais é elaborada pela Engenharia do Produto, sendo denominada de e-BOM, ou seja, Engineering Bill of Material, representando o modo pelo qual o produto foi projetado, oriundo de software CAD, como AutoDesk Inventor, Solid Works, AutoCAD, Catia PLM. Geralmente não são considerados aspectos referentes à vendas, planejamento, fabricação, custo, expedição do produto. Prevalece a ótica de necessidade do departamento de projeto baseado em Engenharia Reversa, e formação de conjuntos, subconjuntos e peças. Ocorre que na grande maioria das empresas, a lista de materiais é do tipo explosiva, apresentam muitos níveis horizontais e verticais. Já trabalhei em empresas de bens de capital, cuja lista de materiais apresentavam mais de 10 níveis estruturais – como em fornos industriais – e mais de 30 mil linhas na lista- como em caldeiras de geração. Fato correlato acorre com aviões, máquinas operatrizes, máquinas agroindustriais, implementos agrícolas, etc. Quando essa lista de materiais é cadastrada nos ERPs, e posteriormente feito a explosão do MRP (Material Requirements Planning), são abertas uma enorme quantidade de Ordem de Produção (OPs), com geralmente uma operação fabril, e com esta operação apresentando pequeno tempo de processamento. Esse fato traz grande dificuldade, complexidade e custos para as tarefas de liberação (dispatching) das ordens de produção, programação da produção e principalmente no apontamento da produção e movimentação de materiais no chão de fábrica. Não é nada operacional, efetuar-se o apontamento de tempos e evolução do material no tempo, quando se encontra esse cenário: elevada quantidade de Ordens de Produção, poucas operações na Ordem de Produção, tempo diminuto por operação, apontamento semiautomático ou manual, alta frequência de abertura e encerramento de operações, entre outros. Impossível ter-se um apontamento adequado, eficiente e fidedigno. A solução é ter outras visões da Lista de Materiais. Deve-se transformar a visão inicial e mandatória da E-BOM. É necessário ter a visão da Lista de Materiais de Manufatura (M-BOM), da Lista de Materiais de Planejamento, da Lista de Materiais de Expedição, Lista de Materiais de Custo, etc. Deste modo, na Lista de Materiais de Manufatura (M-BOM), por exemplo, é possível reduzir significativamente o número de ordens de produção, utilizando-se de agrupamento e legendamento: Agrupamento por tipo de material e desenvolvimento de lista de corte; Agrupamento por tipo de material e desenvolvimento de lista de dobra; Agrupamento para processos de pintura, tratamento térmico e tratamento superficial. Legendamento de itens fantasmas (phanton item), notadamente em subconjuntos de nível 1 e de nível 2 no processo de caldeiraria e montagem Assim, ao desenvolver múltiplas visões da lista de materiais, balizada pela lista de materiais da engenharia (dona do produto), e contemplando características do produto, do processo de fabricação, do parque fabril, do layout e necessidade de informações para atender os requisitos organizacionais da companhia, é possível simplificar o modelo de gestão de operações. Além de atender as exigências do Bloco K, compulsoriamente fixada pelo Fisco, estes novos formatos de saída da lista de materiais, tornam factível a utilização plena de outros elementos estruturantes como roteiro de fabricação, baixa de material, inventário, e apontamento da produção. Nos próximos artigos abordaremos estes pontos. Josadak Marçola #blocok #listademateriais #billofmaterial

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Bloco K Otimizado – Elemento Estruturante 1: Cadastro do Item

Vamos falar hoje sobre o Cadastro do Item. De modo representativo ocupa a pole position dos elementos estruturantes contidos no Bloco K. Lembro-me, no início da minha carreira profissional, quando era integrante do time de implantação de um renomado ERP numa companhia multinacional, que a consultora sênior da software house lembrava-nos sempre “Cadastro do Item é a Mãe do Menino Jesus. É Nossa Senhora. Trate com atenção e carinho”. Deste modo, tudo começa pelo cadastro do item. Para o Bloco K também. Para atender os requisitos de prestar informações mensais da produção, consumo de insumos e do estoque escriturado, todos os itens movimentados e estocados devem ter um cadastro, num banco de dados único e centralizado. O Bloco K requer 12 campos de identificação para cada item, como código, descrição, unidade de medida de estoque, código de barras, NCM, Alíquota de ICMS, entre outros, sendo que nem todos são obrigatórios. Note que são poucos campos, se compararmos com Cadastro de itens nos ERP´s – SAP R3 (cerca de 300), SAP B1 (cerca de 150), Totvs Protheus (aproximadamente 200), e demais ERP´s – Oracle Application, JDE, Peoplesoft, Datasul, etc, que seguem a mesma linha. Isso porque, no ERP tudo passa cadastro de itens. É no cadastro de itens que estão configuradas e/ou parametrizadas as regras de negócio e as opções de processamento que executarão as atividades transacionais e/ou gerenciais da empresa. Por exemplo: definir os fatores de conversão das unidades de medida, item a item, para solicitação, compra, armazenagem e consumo – tubos, barras, e cantoneiras, são solicitas em barras, compradas por kilo, armazenadas em metro e consumida em milímetros; grupos, subgrupos, famílias – de produto e material para análise de compra, estoque, venda, carga de fábrica por linha de produto, etc. definir formas de baixa do material – manual, backflush, super backflush definir estratégia de resposta a demanda – fazer para estoque (MTS) ou fazer para ordem (MTO) tamanho de lote, ponto de pedido, estoque de segurança, lead time, etc endereçamento, critério de separação, controle de lote,  entre diversas outras citações. Trazendo luz para a importância do cadastro de itens, todo trabalho de elaboração do Padrão Descritivo de Itens (PDI), com seus atributos (features), que auxiliam sobremaneira na gestão das operações, taxionomia (classificação dos itens), sistema de codificação dos itens (SCC), saneamento de banco de dados, passa pelo processo de Cadastro de Itens. Este processo de negócio existe em toda e qualquer empresa, independente do porte ou segmento, e é entrada dos demais processos de negócio da companhia.  Porém, sua completude e qualidade é relegada a um plano inferior. Que ter uma gestão de Operações eficiente? Invista no cadastro de itens. Não relegue este processo para segundo plano. Josadak Marçola #blocok #cadastrodoitem

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Bloco K – Faça para sua empresa e não somente para o Fisco!

Atualmente, tem havido uma Corrida Maluca dos estabelecimentos, notadamente os estabelecimentos industriais para efetuar mensalmente a entrega do Bloco K, e desta forma atender as exigências da Receita Federal. Corrida similar a que ocorreu com ISO 9000, no início dos anos 90, SAP R3 no final da década de 90, Manufatura Enxuta final de 2010, Indústria 4.0 nos dias atuais. Para implantação completa do Bloco K, incorporando todas as empresas industriais e atacadistas, o Fisco elaborou um cronograma paulatino baseado em faixas decrescente de faturamento e divisões e grupos do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) O denominado Bloco K é uma das partes de informação do SPED FISCAL ICMS/IPI, e constitui-se no livro eletrônico de Registro de Controle da Produção e do Estoque, onde ocorre a escrituração dos documentos fiscais e documentos internos do estabelecimento, relativos às entradas, saídas, produção e estoques das mercadorias. Com o Bloco K, o Fisco tem o objetivo de reduzir o nível de sonegação nos estabelecimentos, identificando facilmente as operações fraudulentas. O Bloco K requer sete elementos: 1.     Cadastro do item. 2.     Cadastro da Estrutura do Produto. 3.     Controle de estoque. 4.     Controle de movimentação. 5.     Controle de ordens de produção. 6.     Requisição de materiais. 7.     Remessas para industrialização. Se aliado a esses fatores, acrescentássemos (8) Hierarquia dos Recursos Produtivos (HRP), (9) Roteiro de Fabricação e (10) Apontamento da Produção, todos com elevada qualidade e acuracidade, teríamos todos os fundamentos e elementos para uma gestão profissional e eficiente da empresa, independente da obrigatoriedade do Bloco K. Propiciaria a utilização plena da ERP da companhia, rodada do MRP, operacionalização das políticas de materiais, uso do MRP II, formação correta do custo, melhor pontualidade, redução do inventário, minimização do slow moving, melhor controle, maior visibilidade, etc. Não enxergue o Bloco K como uma ameaça, mas como uma oportunidade de melhoria dos processos de negócio da empresa e do grau de maturidade da gestão dacompanhia. Já que é para fazer faça para sua empresa. Ela merece. Não faça somente para atender a compulsoriedade do Fisco. E já que é para fazer faça com excelência. Josadak Marçola #blocok

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A insuperável Força da Simplicidade

O valor de uma ideia, projeto, produto, sistema, solução está no seu USO. Agregar valor significa facilitar a vida do cliente, quer seja cliente externo ou interno. Neste caso – facilitar o uso – MENOS É MAIS. Menos processo, menos recurso, menos tempo, menos dinheiro e mais uso. Facilitar está diretamente relacionado com simplificar. Quanto mais simples, mais fácil, melhor. Existem diversas frases, poemas e textos, um mais belo que que o outro, abordando a BELEZA da SIMPLICIDADE, e a sua relação com a FELICIDADE. Existem novas teorias que têm como tema o verbo DESCOMPLICAR. Assim há Gestão Descomplicada, Logística Descomplicada, Manufatura Descomplicada, Engenharia Descomplicada, entre outros. Efetuando a aplicação dos termos com Gestão, nas suas múltiplas aplicações e dimensões, que tal realizar uma breve reflexão, e de modo análogo ao KAIZEN (Melhoria Contínua) – que ao invés limpar, prefere manter limpo – em vez de descomplicar, simplificar. Parece um jogo de palavras, eufemismo, mas não é. O ponto central é começar certo. Usar simplicidade como diretriz de qualquer ação. Como valor que direciona os projetos, processos e atividades. Voltando a Gestão, porque não trocar a palavra beleza por força. Lógico que há uma mobilização ampla no sentido de trazer espiritualidade a empresa, introjetar paulatinamente gentileza nas corporações e tornar o sistema de trabalho mais colaborativo. É isso é bom. Porém força – utilizada neste texto no sentido físico e positivo da palavra – denota energia e ação, coloca a simplicidade em movimento em toda estrutura organizacional da companhia. Uma empresa não sobrevive a várias revoluções. É similar a um ser humano que sofre várias cirurgias de grande porte. Pode ficar parcial e temporariamente debilitado. Logo, é amplamente evoluir de forma paulatina, dia a dia, em pequenos incrementos. Isso é melhoria contínua. Hoje melhor do ontem. Amanhã melhor do que hoje. Porém nenhuma melhoria contínua se sustenta, caso não haja PADRONIZAÇÃO. Dispende-se um grande esforço (projeto) perdido logo na sequência (processo). Portanto padronizar é preciso. Mas, e sempre tem um mas, antes de padronizar, é necessário SIMPLIFICAR. Caso contrário, haverá a padronização de processos, atividades e tarefas que não foram desenhadas adequadamente para facilitar a vida do usuário e/ou cliente, e o resultado não será satisfatório. Neste sentido, as empresas precisam resgatar a força da simplicidade. É um termo insuperável para tornar as empresas mais competitivas, produtivas, sustentáveis, com clima organizacional melhor, entre diversos outros pontos qualitativos. Com uma pequena adaptação do termo KISS EFFECT, para torna-lo mais simpático, sejamos espertos (SMART), conservemos (KEEP) as coisas (IT) simples (SIMPLE). Escolha o que é simples e necessário. Isso é simplicidade. Josadak Marçola #simplificar #simplicidade #kisseffect

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Clube de Corrida de Rua e Gestão Empresarial – tudo a ver!

Sempre gostei de praticar esportes: futebol, basquete, voleibol, handebol. Até os 50 anos jogava futebol regularmente. Mas chegou um momento que estava me lesionando muito, jogando mais verbalmente do que fisicamente e maior parte dos meus amigos haviam pendurado a chuteira. Decidi parar também. Não tinha mais aquela alegria de antigamente. O ciclo encerrou. Comecei a correr. Inicialmente sozinho, sem orientação profissional. De maneira simplista e simplória pensava que um tênis – que não era apropriado para corridas, um calção, uma camiseta, com ruas e parques para serem percorridos e desbravados eram suficientes. Corria 2 a 3 vezes na semana. Um certo dia, o clube do qual sou sócio, formou um Clube da Corrida. Num primeiro momento fiquei relutante em ingressar. Passou pela minha cabeça horários, regras, treinos, percursos pré-definidos, competição, tudo que eu não queria. Mas optei por entrar. Decidi verificar no gemba (local verdadeiro onde as coisas ocorrem) como seria o desenrolar das atividades. E fui conhecer o novo. Não o novo esporte, mas o novo método, a nova equipe, o novo espaço. O diferente. Pensei – nem melhor nem pior, mas diferente. Como saber sem tentar! Para minha grata surpresa, foi uma decisão muito acertada que tomei, assim como fazer aulas de dança, e sair para dançar com minha mulher, e praticar medição. Literalmente saindo da caixa para aumentar a criatividade. Estas atividades ajudam-me demasiadamente na minha vida profissional, tanto na academia, como professor universitário, como nas empresas, como executivo e gerente de projetos. Este auxílio se faz presente não só na parte física, emocional e psicológica, mas principalmente na dimensão gerencial, tanto de planejamento estratégico e operacional, definição de objetivos e métodos, formação, motivação e retenção do time, acompanhamento, feedback, entre outros, que relatarei brevemente nos tópicos abaixo. As correlações diretas entre clube da corrida (da qual faço parte) e gestão são explícitas. Convido-os a refletirem em vossas organizações os pontos citados abaixo: Diversidade – o time é formado por pessoas heterogêneas – faixa etária, sexo, atuação profissional, disponibilidade de horários, entre outros aspectos, tendo em comum somente o amor pela corrida. Diversidade é um valor. Muitas empresas inserem essa palavra no conjunto de valores da companhia, mas aplicar e lidar cotidianamente com a diversidade é complexo. Objetivos e Metas – os objetivos e as metas desses amigos corredores são totalmente distintos. Apesar de haver desdobramento de objetivos e metas, metas crucialmente importantes (MCI), entre outros conceitos. conflitos departamentais e interesses individuais, notadamente na alta gerência existem, além da comunicação não levar essas informações para os níveis inferiores do organograma. Liderança – é importante que o treinador lidere positivamente a equipe, respeitando os objetivos, metas e limites de cada corredor amador, desafiando-os de forma paulatina no tempo e formando um ambiente organizacional alegre e motivador, de maneira muito profissional. Liderar não é fácil mas é extremamente necessário. No cenário atual, e nos clubes de corrida, o líder servidor, aquele que inspira a equipe, serve aos seus comandados, que conquista a confiança e o respeito do grupo, assume a responsabilidade, entre outros pontos, enquadra-se muito bem. Técnica, Processo, Planejamento, Medição e Controle – eu achava que sabia correr, mas que nada. Não tinha técnica alguma. A forma de treinar, e a rotina de treinos que eu praticava era totalmente equivocada. Neste sentido, assim como nas empresas, é importante que haja um profissional qualificado para aplicar as técnicas corretas para cada tipo de corredor, definir formalmente os processos de negócio e planejamento dos treinamentos, além de promover a medição, monitoramento e controle desse processo. Valorize a formação. Nada mais prático do que uma boa teoria. É muito mais positivo, em todas as esferas e dimensões, ter profissionais de nível técnico adequado para executar as atividades. Saí melhor, mais bonito, mais barato e mais rápido. Disciplina – Mesmo com todo o amadorismo presente, é necessário disciplina, para manter a regularidade, presença, frequência e cumprimento dos treinos estipulados, para evitar lesões, que ocasionarão interrupção da atividade – e isso é muito desalentador – assim como melhorar de forma incremental o resultado e estado físico de conclusão da prova (temos que terminar a prova bem, temos que retornar para casa bem). Não vale o mesmo para nosso trabalho? Colaboração – somos seres humanos, e sobrevivemos porque somos uma espécie colaborativa. Nesse clube da corrida não ocorre competição. Os amigos se ajudam – quer seja nos treinos ou nas corridas, como por exemplos diminuindo o somos seres humanos, e sobrevivemos porque somos uma espécie colaborativa. Nesse clube da corrida não ocorre competição. Os amigos se ajudam – quer seja nos treinos ou nas corridas, como por exemplo, diminuindo passo para correr junto, ou abandonando a corrida quando um amigo sente-se mal e desiste da corrida. Não esta na hora de repensar o modelo e as crenças errôneas das empresas, de promover a competição, até internamente entre os departamentos com intuito de obter promoção ou PLR, para um modelo mais colaborativo, onde ao final todos ganham? Comunicação – além da grande interação e comunicação direta existente nos treinos, existe um grupo de whatsapp exclusivo para tratar de assuntos de corrida – textos, eventos, treinos, fotos das provas, etc. Apesar de vivermos na era do conhecimento, com uma vasta gama de ferramentas computacionais, que empresa não tem problema de informação? Celebração – todo último domingo do mês tem um café da manhã com o treinador (similar ao café com diretor ou presidente), após a corrida feita num parque com árvores, flores e lagos (de volta a origem – a natureza). É importante celebrar para promover integração e ganhar energia mental para as próximas atividades. Não requer dinheiro. Requer atitude. Requer compartilhamento. Espírito de pertencimento – todos, indistintamente todos, sem haver a obrigação, comparecem aos treinos e corridas com a camiseta do clube da corrida, demonstrando senso de pertencimento e engajamento neste ambiente onde a missão e os valores estão em perfeita sintonia com que cada membro acredita. As empresas querem efetuar a retenção de talentos, dessa nova geração, não ligada tanto a dinheiro, mas a autonomia, liberdade para criar, etc. Pense neste tópico. Que empresa não gostaria de ter corredores (profissionais) dedicados assim, num ambiente tão

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Explorando o potencial de redução do Custo do Descontrole

Custo é um objetivo universalmente atraente. Todo mundo gosta de preço baixo. se for bom e bonito, então! No varejo, quando existe uma grande fila de pessoas – excluindo-se situações de desabastecimento como a que vivemos recentemente em relação ao combustível – na grande maioria das vezes, trata-se de produtos em promoção, com baixo preço, que em muitas ocasiões são adquiridos mesmo sem haver necessidade premente, mas como estava barato… Já os executivos são aficionados por redução de custo, denominados de Economia (Savings). Reduzir custos, reduzir custos, reduzir custos, ….é um mantra recitado nas empresas – em reuniões, almoços, corredores e cafezinhos. Em muitos casos são feitos quando a empresa está numa situação frágil – competitiva, operacional e financeiramente falando. As dificuldades financeiras de fluxo de caixa são agentes indutoras e protagonistas dessas ações. O ideal é efetuar a redução de custo de forma planejada e gradual, quando a companhia se apresenta saudável em todas as dimensões. Aborda-se custo direto, custo indireto, custo fixo, custo variável, custeio por rateio, custeio por absorção, custeio ABC, entre outras formas. Porém, pouco destaque é dado ao custo do descontrole. Em diversas vezes não são críveis e mensuráveis. Em outras ocasiões não são transparentes. O fato é que muitas empresas não utilizam esse termo e nem sabem do que se trata ou como abordá-lo. Os Custos de Descontrole são consideráveis, retiram competitividade e lucratividade das empresas, trazem stress ao ambiente de trabalho, prejudicam o clima organizacional, ocasionam ruído e desconfiança na comunicação interna e externa. Ao executivo atento, representa uma grande oportunidade de melhoria dos resultados quantitativos e qualitativos, quer seja alimentando de forma integral o EBITDA, quer seja trazendo confiabilidade e robutez aos processos de negócios realizados longitudinalmente na estrutural organizacional da companhia. Alguns exemplos representativos de custos de descontrole: multas por atraso, baixo nível de serviço, excesso de inventário, lotes mal dimensionados, grande quantidade de horas extras, muitas contagens de estoque devido a baixa acurácia do inventário, elevado número de não conformidade, alta obsolescência de itens, constante fracionamento de pedidos, fretes aéreos, quebras de lotes, contratos de serviços desnecessários, entre outros. O controle, assim como o planejamento, a organização e a direção – as 4 funções administrativas –  é essencial para uma boa gestão. Como sempre existem os trade-offs. O controle custa, controle demais é burocrático, falta de controle é caótico, porém o descontrole é muito caro. Trabalhar no controle é trabalhar na prevenção, no exemplo, na busca pela melhoria contínua dos processos de negócio, na orientação firme pelo resultado duradouro, advindos da ação de fechar paulatinamente a torneira desses custos desnecessários para o funcionamento da empresa. Pode ser mais trabalhoso do que reduzir folha de pagamento, salários, benefícios, corte de headcount, treinamentos, entre outros, porém o resultado positivo será gradual, contínuo, duradouro e progressivo, provocando um despertar na consciência de todos os colaboradores. Josadak Marçola #custos

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