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PCP Acuracidade de Estoques e Impacto na Gestão de Operações
Se existe um indicador de desempenho importante para o dia-a-dia é a #acuracidadedeestoque. Não é um indicador de gestão, como Giro de Estoque, On Time in Full (OTIF), On Time Delivery (OTD) e Overall Equipment Effectiveness (OEE), mas é um indicador que afeta sensivelmente e de forma diretamente proporcional, estes indicadores citados, e diversos outros indicadores e medidores de performance. Assim como, para reduzir o número de acidentes do trabalho é necessário reduzir o número de incidentes (cada cinco incidentes transforma-se num acidente). Ou seja, é recomendando identificar (1) indicadores de gestão, (2) indicadores de monitoramento, (3) medidas de direção e (4) medidores de desempenho, e relacioná-los entre si, para verificar incidência e relações existentes. Nos nossos projetos de consultoria de Planejamento e Controle da Produção (PCP ou PPCP) elaboramos essa análise. Veja figura. De forma análoga a saúde, que uma das primeiras ações do médico é medir pressão e temperatura, existem indicadores que afetam o resultado e o dia a dia de muitos processos. A acuracidade de estoque encaixa nesse exemplo. Exerce grande influência: Na pontualidade de entrada – pela falta de produto acabado Na Eficiência dos Recursos – pela falta de material para abastecer produção Na separação dos itens / pedidos – pedidos incompletos, ocupação de área de picking, etc Na rodada do MRP – falta de confiança nos dados e retrabalho (fundamental para melhorar gestão de operações) Na programação da produção – alteração constante e reprogramação E muitos outros exemplos poderiam ser citados. Mas como melhorar de forma contínua a acuracidade de estoque? Josadak Marçola

PCP Objetivos, Metas, Indicadores e Matriz de Incidência
Olha que visão interessante para seus projetos de indicadores. Depois de (1) enunciar o propósito, (2) definir os objetivos para próximos períodos, (3) especificar as metas (4) amarrar indicadores e medidores a essas metas, cabe ter um quadro. Um quadro, numa única folha que mostre a incidência desses indicadores nos diferentes objetivos e metas. Uma visão matricial – possibilitando fixar linhas e colunas – para analisar importância e representatividade dos indicadores, e grau de dificuldade e complexidade (variáveis inter-relacionadas) par atingimento do objetivo. Esse exemplo, mostra caso de dois grandes objetivos de Planejamento e Controle da Produção (PCP) – aumento de giro de estoque e melhoria do nível de serviço. Veja como indicador de desempenho acuracidade de estoque afeta todas as metas atreladas a esses dois objetivos. Além de impedir que diversos processos operacionais básicos, como a rodada do MRP sejam rodados de maneira natural. Nos próximos post falaremos sobre os tags, categorias, dimensões e matiz de correlação dos indicadores. Josadak Marçola

PCP Objetivos, Metas, Indicadores de Desempenho e Estratégia
O Planejamento e Controle da Produção (PCP) tem duas colunas mestras: materiais e capacidade. E para operar adequadamente, deve estar ligado aos propósitos e objetivos da organização. Os #objetivos devem ser desdobrados em #metas (números e datas), sendo necessário atrelar #indicadoresdedesempenho e #medidoresdedesempenho a estas metas, para saber se a evolução é positiva. O resultado não melhora sozinho. É preciso ação. É necessário delinear uma estratégia, e depois elaborar um plano de ação detalhado, colocá-lo em marcha, e efetuar monitoramento e controle, para que resultado seja efetivo e duradouro. Por exemplo, para a coluna mestra MATERIAIS, aumentar giro de estoque é um objetivo recorrente das empresas, e de responsabilidade do PCP. Para aumento de giro, trabalha-se concomitantemente com redução do nível de estoque, diminuição de itens de baixa movimentação, redução de excesso, aumento de acuracidade, entre outros. Mas como reduzir o nível de estoque? Estratégia é como. Revisando Estratégia de Resposta a Demanda para todos os itens (MTS / ATO / MTO / CTO….), definindo Sistema de Coordenação de Ordens (SCO), escalando donos de processo por linha de material e linha de produto, parametrizando e configurando adequadamente o ERP para efetuar a gestão de materiais, entre outras ações Ou seja, trabalho consistente deve ser feito. A figura atachada mostra um pequeno exemplo deste texto, usada em nossos projetos de consultoria em PCP e consultoria em planejamento de materiais. Josadak Marçola

PCP Planejamento de Materiais – Classificação ABC de Estoque x Classificação ABC de Consumo
Quando falamos de Planejamento de Controle da Produção (#PCP) inexoravelmente temos de abordar o termo equilíbrio. O PCP trabalha com a busca do equilíbrio no tempo. Balancear os recursos no tempo, para minimizar faltas e excessos, ociosidade e sobrecarga. Equilíbrio entre: oferta e demanda produção e vendas carga fabril e capacidade requerida estoque e consumo Para auxiliar a obtenção desse objetivo, uma técnica simples, eclética e muito utilizada é a Classificação ABC. Aqui, é apresentada de forma resumida de uma aplicação cruzada de Classificação ABC de Estoque x Classificação ABC de Consumo, que utilizamos em nossos projetos de consultoria de PCP e consultoria em Planejamento de Materiais. Falando em equilíbrio e sintonia fina, um item A de Estoque deveria ser um item A de Consumo. Porém, variações e variabilidade do consumo ocorrem no tempo. Então, é interessante adotar o critério de faixas, para efetuar uma análise aprofundada do item, onde um desequilíbrio maior se faz presente. A figura mostra um exemplo da análise cruzada – ABC Estoque x Consumo – com faixa hachurada em vermelho para diferenças de posição (entre estoque e consumo) maior do que 50. Quando tal situação for encontrada cabe detalhamento. Modelo análogo pode ser adotado para comparar ABC de Estoque Atual x ABC de Estoque Proposta, caso a empresa já possua uma política de materiais estabelecida. Essa ação é uma das primeiras atividades a ser feita num diagnóstico e projeto de consultoria em Gestão de Materiais. Josadak Marçola

PCP Modelo de Tomada de Decisão de Planejamento de Materiais
No dia-a-dia dos projetos, em visita as fábricas e realização de diagnóstico de operações, comumente nos deparamos com gestão de materiais totalmente empírica, sem utilização efetiva do ERP, sem integração entre as funções de negócios e nenhuma formalização dos processos. Um diálogo que geralmente ocorre: – Vocês têm política de materiais. Sim. – Pode mostrar? Ahh, não está escrita! – E por que este item é MTS? Porque consome muito! – Como chegou ao cálculo do estoque mínimo desse item? Esse número já era adotado quando cheguei. Mas como deveria ser? O processo decisório de planejamento de materiais deve ser dividido em 3 etapas: Etapa 1 – O item é comprado ou fabricado para estoque (MTS) ou para Encomenda (MTO? Etapa 2 – Qual Sistema de Coordenação de Ordens deve ser utilizado? Revisão Contínua, revisão periódica, Kanban, Regra das duas Gavetas, COWIP, etc Etapa 3 – Dimensionamento dos parâmetros – Estoque Mínimo, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido, Tamanho do lote, Estoque Máximo, etc A figura mostra o modelo de tomada de decisão, até a etapa 2. Nos nossos projetos de consultoria em PCP e consultoria em planejamento de materiais, desenhamos esse modelo de tomada de decisão, mostrando racional escolhido, adotado e registrado para cada linha de material e linha de produto da empresa. Também é recomendado utilizar do conceito de sistema de classificação (taxonomia) para essas diferentes categorias. Ou seja, para comprados podemos criar algumas linhas de materiais: matéria prima (chapas, barras, tubos, ….), elementos de fixação (porca, parafuso, arruela, etc), e para cada linha de materiais efetuar a adaptação desse modelo. Idem para semi-manufaturados e produtos acabados. As dimensões que podem adentrar nesse modelo são: frequência, coeficiente de variabilidade, lead time, criticidade, entre outros. Depois, deve-se alimentar esses dados no ERP da companhia, e usufruir dos benefícios tangíveis e intangíveis de um bom modelo de tomada de decisão de planejamento de materiais. Josadak Marçola

PCP Planejamento de Materiais e Política de Materiais
Uma das colunas mestras do Planejamento e Controle da Produção (PCP) é Planejamento de Materiais. Dentro desta grande função, o primeiro passo é definir a política de materiais. Para todos os itens cadastrados da empresa – comprados, produtos intermediários e produtos acabados, deve-se: definir a Estratégia de Resposta a Demanda: MTS / ATO / MTO / RTO / CTO / ETO definir Sistema de Coordenação de Ordens (SCO): Materials Requirements Planning (MRP), Kanban, Revisão Contínua, Revisão Periódica, Duas Gavetas, etc. dimensionar parâmetros (para itens MTS): estoque mínimo, estoque de segurança, tamanho de lote, ponto de pedido, estoque médio, etc. Para tanto é necessário: levantar dados cadastrais dos itens: código, descrição, unidade de medida, lead time, custo série histórico de consumo: 24 a 36 meses rolante proceder análise cruzada – ABC de Estoque X ABC de Consumo, ABC de Consumo X XYZ de frequência – ABC de Estoque projetado x RST de Lead Time Efetuar esses estudos, definir a política e parametrização para todos itens e efetuar cadastro dessas configurações, opções de processamento e parâmetros, dentro do ERP da companhia, para gestão e uso nos processos de trabalho é fundamental para um bom resultado operacional. Nos nossos projetos de consultoria em PCP e consultoria em Planejamento de Materiais esses passos são seguidos para todos os itens (parts numbers) da empresa, notadamente os itens produtivos, relacionados nas listas de materiais do produtos acabados da empresa. Josadak Marçola

Trabalhar é diferente de produzir
É possível trabalhar muito e produzir pouco? Sim. Nos exemplos abaixo, o funcionário está trabalhando, mas não está produzindo: montador indo buscar peças a todo instante no almoxarifado retrabalho constante nas operações de fabricação inventário e mais inventário por falta de confiança no estoque. O trabalho consiste nos recursos aplicados, nas atividades feitas, no tempo dispendido, na energia gasta. Isso não necessariamente traduz-se em produção, representado aqui pelos produtos, bens e serviços gerados, fruto do esforço aplicado. As empresas valorizam muito mais o resultado do que o empenho e esforço feito. Então, como produzir o máximo requerido com o mínimo de energia? Com PLANEJAMENTO. Planejar é uma das 4 funções administrativas. Planejar vale para todo tipo e tamanho de empresa. E também para todas as áreas, setores e nível organizacional. Mas, aqui, falando de Planejamento e Controle da Produção, como a função PCP pode ajudar a empresa a trabalhar o necessário para produzir o máximo requerido? Nem mais, nem menos. Por exemplo, nos projetos de consultoria em PCP que realizamos: Aplicamos o Sistema de Revisão Periódico (SRP) para ressuprimento de itens comuns comprados do mesmo grupo de fornecedores (elementos de fixação / embalagem). Utilizamos o tempo de fronteira para agrupar itens fabricados que caem entre de intervalos de semanas pré-estabelecidos. Elaboramos um MPS sob ótica de produção – marketing – finanças, e não somente do atendimento. Etc. Essas são algumas ações que adotamos em nossos projetos de consultoria em PCP e consultoria de planejamento de materiais, para melhorar o resultado operacional e a utilização eficiente dos recursos. No final das contas o que importa é uma série longa no tempo de bons resultados. A empresa consegue ter um, dois, três anos de bons resultados? Se afirmativo, o resultado é consistente e duradouro, e o caminho esta bem pavimentado. Josadak Marçola

PCP Como construir uma carreira estratégica de aquisição de conhecimentos em Planejamento e Controle da Produção
Não existe um único caminho. Tenho amigos que são funcionários de uma só empresa e estão muito bem. Colegas que trocam de emprego a cada 3 ou 4 anos, e a cada mudança melhoram de posição, e estão muito bem profissionalmente. O reverso também ocorre. Companheiros que fizeram escolhas parecidas e o resultado não foi satisfatório. Ou seja. Depende. Não existe um único caminho. Uma das possibilidades, se você quiser ampliar sua #empregabilidade, e pensar estrategicamente, pode construir uma #carreiraprofissional com cargos e funções bem distintos. Pense num engenheiro. De engenheiro trainee a engenheiro sênior, depois gerente de produção e diretor industrial. Pode tornar-se consultor e professor. Talvez palestrante e empresário. Nesse sentido, é interessante passar por diferentes segmentos e setores, para adquirir, sedimentar e/ou aplicar fundamentos, métodos, técnicas e ferramentas de Planejamento e Controle da Produção (PCP). Alguns pequenos exemplos destes pontos citados acima relacionados a Planejamento e Controle da Produção (PCP): Bens de capital – estratégia ETO, Programa de Entregas (FAS), layout celular, job shop, gerenciamento de Projetos, Curva S, cronograma, etc Indústria alimentícia – estratégia MTS, nivelamento da produção, flow shop, Plano Mestre de Produção, custo padrão, Sistema de Revisão Contínuo, Sistema de Revisão Periódico, etc Indústria de Implementos Agrícolas – estratégia hibrida – MTS, MTO, CTO, MRP e MRP II intenso, kanban, VSM, scheduling, etc. Ou seja. Assim com um bom médico, um bom profissional de PCP, deve fazer um diagnóstico correto do sistema produtivo – produto / processo / volume / variações / frequência / tempo, etc – para escolher as técnicas, métodos e ferramentas adequados para o ambiente em questão. E em cada setor, irá aprender algo novo. Josadak Marçola

PCP Planejamento da Capacidade: RRP, RCCP e CRP
O Planejamento e Controle da Produção (PCP) têm dois pilares: o pilar de Materiais e o pilar da Capacidade. A relação e interação entre esses planos – materiais e capacidade – ocorre a todo instante, nos 3 níveis de de Planejamento da Produção Hierárquico (HPP). Veja a figura abaixo. Trata-se de um caso real de consultoria em PCP e consultoria em planejamento da capacidade numa empresa metal mecânica, layout funcional, com produção sob encomenda. Têm-se: #RRP – Planejamento das Necessidades de Recursos (RRP) Aplicado para a empresa toda. Mas pode ser utilizado para caso de empresa que possui várias unidades fabris, e deseja-se planejar a capacidade para o grupo de empresas. Visão de 12 meses, rolante, unidade de planejamento mês. #RCCP- Planejamento Bruto da Capacidade (RCCP) Abordando áreas fabris que compõem a unidade fabril. Note que para o caso em questão, no nível 1, a carga versus capacidade esta balanceada, mas esta área fabril apresenta ociosidade para este mix de produto. Visão de 12 meses, rolante, unidade de planejamento mês / semana. #CRP – Planejamento dos Recursos de Capacidade – #Carga-Máquina (CRP) Detalhando recursos produtivos e máquinas, e sendo obtido após programação da produção considerando capacidade finita. Unidade de planejamento horas / dia, rolante, e horizonte de planejamento é função de da nervosidade do sistema produtivo. Fundamental que haja coerência vertical na desagregação (top-down) e agregação (bottom-up) dos planos. Josadak Marçola

PCP Diagnóstico de Processos de Negócio de Planejamento e Controle da Produção (PCP)
Antes de efetuar qualquer intervenção é adequado realizar um diagnóstico. A ideia é central é levantar o desempenho da empresa/departamento, oportunidades de melhoria, pontos fortes, competências a adquirir, competências a manter, entre outros. Sempre sob a abordagem de sistema aberto, com múltiplas interações e processo de negócio. No caso de Planejamento e Controle da Produção é similar. Entendendo que PCP é um sistema, que interage com outros sistemas e funções, e que possui processos de negócio, com entradas-transformações-saídas-indicadores, cabe aplicar um diagnóstico para elaborar um plano de ação, com fases de implantação, para melhorar sua performance. Agora, pense numa empresa com algumas unidades fabris – que possui um PCP local, respondendo para um Gerente de Planta, e com um Planejamento Corporativo – Planejamento Central, respondendo para o Diretor de Operações. Quem deve executar os processos / subprocessos / atividades? Estão sendo executados (Sim ou Não?). Qual é o nível de adequação e detalhamento desse processo? Faz no ERP, no Excel ou no Outlook? Com que frequência realiza essa atividade? Ter um diagnóstico que apresenta um relatório respondendo essas perguntas, com cores e percentuais, auxilia sobremaneira na intervenção e plano de ação. Esta é geralmente uma das primeiras ações que realizamos nos nossos projetos de consultoria em Planejamento e Controle da Produção (PCP). Josadak Marçola

Organograma de PCP
Duas empresas parecidas (mercados, produtos, processos) têm organogramas diferentes. Por que? Porque depende da maturidade do ciclo de vida da organização, da cultura, dos fatores ambientais, das relações de poder existentes na empresa. Mas, independente do certo ou errado, sempre tem o mais adequado. O (1) organograma é dos elementos da estrutura organizacional. Somam-se a ele (2) descrição de função (3) matriz de competência e qualificação e (4) programa de treinamento, após levantamento de necessidade de capacitação e qualificação. Nos projetos de #consultoria em #PlanejamentoeControledaProdução (PCP) que realizamos, baseado no trinômio sistemas – processos – pessoas, um dos grandes pacotes de trabalho é a estrutura organizacional. Geralmente, nesse redesenho da estrutura organizacional de PCP, consideramos: Implantação de Planejamento Central – quando houver várias unidades produtivas ou minifábrica Introdução da figura de planejador mestre de produção – interagindo com Diretoria de Operações, Engenharia de Produto, Comercial, entre outros. Criação da função de planejador de materiais – para itens MTS que atendem diferentes linhas de produtos Planejador de encomendas/produtos – por linha de produto, para atendimento dos pedidos de venda. Programador de produção – por área produtiva ou célula de fabricação Uma questão que sempre surge é: programador da produção ficar sob guarda-chuva do gerente de PCP / Supply Chain ou responde para gerente industrial? Depende. Estas são algumas linhas mestras, que devem ser ajustada em cada caso, e que utilizamos em nossos projetos de consultoria em Planejamento e Controle da Produção (PCP). Josadak Marçola

PCP Hard Skills e Soft Skills
Você já deve ter se deparado inúmeras vezes com a seguinte frase: contrata pelo conhecimento técnico e demite pelo comportamento. Ou as funções demandam hard skills (competências técnicas) e soft Skills (competências comportamentais). Mas como fica isso no Planejamento e Controle da Produção (PCP)? Um bom profissional de PCP – planejador mestre, planejador de encomendas, planejador de materiais, programador da produção, controlador de produção, etc – deve ter: Os Conhecimentos Técnicos devem ser estruturados como sequência abaixo, com alguns pequenos exemplos: Produto / Processo – da empresa na qual atua Conceitos – demanda dependente, independente, lista de materiais multinível, hierarquia do planejamento da produção, unidade de planejamento, horizonte de planejamento, sistemas produtivos, layout, etc…. Métodos – produção empurrada – puxada, nivelamento da produção, estratégia de resposta a demanda, etc. Técnicas – MRP / MRP II / Kanban / Cronogramas / OPT, etc. Ferramentas: ERP / MES, etc Simulação: Planejamento e Programação Avançado (APS), Sistema de Apoio a Decisão (SAD – DSS) Como competências comportamentais é necessário que possua: Análise e visão sistêmica Capacidade de Integração Capacidade de articulação, negociação e comunicação Trabalho em equipe Proatividade Criatividade e inovação Essas competências são complementares e não excludentes, e ambas são importantes para o profissional de PCP. Nos nossos projetos de consultoria em Planejamento e Controle da Produção (PCP), ou nas demais áreas de atuação nas quais trabalhamos, sempre consideramos a combinação desses dois grupos de habilidades para as diferentes funções de negócio. Josadak Marçola

PCP Apontamento da Produção
Uma grande parte do processo decisório dos gestores tem como base a informação sobre o status de realização das atividades de produção. Apontamento a produção é uma função primordial. Independente do método de #apontamentodaprodução: manual, semi-automático ou automático. É necessário que seja feita, que seja muito bem feita e esteja aderente a dinâmica de operações do processo produtivo. Existe um certo desconhecimento do que é apontar a produção. Importante realçar essas atividades e mostrar impacto que gera no dia a dia das operações. Em linhas gerais, apontar é: Registrar data-hora de início e data-hora de fim para cada operação da ordem de produção – afeta cálculo do OEE, ajustes tempo de fabricação, programação, custo, margem incorrida, etc Baixar material para ordem de produção e/ operação – influencia no inventário, custo incorrido acumulado Encerrar operação / Encerrar Ordem de Produção – programação, avanço físico, controle do chão de fábrica. Identificar inativo e marcar data-hora de início e fim do inativo – cálculo do OEE, utilização de capacidade instalada. Identificar não conformidade e registrar quantidades produzidas boas e não conformes – custo não conformidade, disparar ordem de produção complementar Dar baixas parciais nas quantidades produzidas – avanço físico, liberar operações subsequentes Pausar operação – custo, OEE, liberar recurso mão de obra direta. Geralmente é uma função relegada ao segundo plano. E mesmo quando informatizada, é feita de maneira inadequada. Josadak Marçola

PCP, PPCP, PPCPM, PCO e PCE
Vivemos num mundo repleto de siglas. As siglas são aplicadas quando um termo composto por várias palavras, for repetido várias vezes ao longo do texto, além de ser conhecimento público, para facilitar o processo de comunicação. Neste sentido, na área de conhecimento de Planejamento e Controle da Produção também existe o embarque desse conceito, apresentando algumas variações. Ou seja: PCP – Planejamento e Controle da Produção O primeiro termo, Clássico. A maciça maioria dos livros, artigos científicos e departamento utilizam esse nome. Curto e completo. Entende que programação é um plano detalhado e que materiais é um recurso transformado dentro do modelo de produção. PPCP – Planejamento, Programação e Controle da Produção Promove a palavra programação para compor o nome da área. Sigla mais recente, que objetiva dar ênfase a atividade de sequenciamento e programação, que possui outra importância atualmente em razão do aumento do mix de produtos e produção sob encomenda. PPCPM – Planejamento, Programação e Controle da Produção e de Materiais De modo análogo, promove materiais para o nome, para formar a sigla. Pretende realçar a importância do planejamento e controle de materiais e produção. PCO – Planejamento e Controle de Obras Utilizado por empresas projetizadas, que atuam em segmentos de construção civil e montagem industriais, no ambiente puramente ETO. PCE – Planejamento e Controle de Estoques Termo aplicado a função em empresas de varejo e serviços, que não possui o processo de transformação físico de materiais em produto acabado. Independente do nome, é importante utilizar o PCP baseado em fundamentos, conceitos, técnicas, métodos e simulação, além de adaptação ao ambiente produtivo e competitivo da empresa. Josadak Marçola

PCP Road Map – Estruturação do Planejamento e Controle da Produção
Deseja melhorar o entendimento do teu projeto pelas partes interessadas? Quer dar um toque de qualidade, objetividade e fluidez na tua apresentação? Considere o uso do road map. Como toda ferramenta visual, o road map, tem a capacidade de mostrar numa única imagem, o caminho (mais estradas e trilhas do que trilhos) para desenvolvimento e realização do ciclo de vida do projeto, mostrando a evolução das fases no tempo. Isso não quer dizer que não haverá macro-cronograma, cronograma detalhado, cronograma de marcos/entregáveis. Haverá. Também não quer dizer que o road map é auto-suficiente. Não é. Precisa considerar a estrutura do trabalho (framework) e estrutura analítica do projeto (EAP), e os modelos de referência, por exemplo. São documentos complementares e não excludentes. A figura atachado neste post apresenta um road map genérico e macro que utilizo nos projetos de consultoria de estruturação e implantação de Planejamento e Controle da Produção (PCP). Claro que pode e deve ser revisto e adaptado para o projeto em questão, considerando sistema produtivo, fatores ambientais das empresas, escopo e objetivos do projeto. Mas, em linha geral, este road map tem 4 fases: Fase 1 – Organização e preparação dos dados de entrada para o sistema de PCP Fase 2 – Planejamento (Materiais / Capacidade / Produção) Fase 3 – Operação e controle Fase 4 – Medição – Simulação Considere o uso do road map nos teus projetos de PCP. Josadak Marçola