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Em programação da produção 1 + 2 + 3 é diferente de 3 + 2 + 1
Na aritmética, que é o ramo básico da matemática, existe um axioma para a operação fundamental de SOMA, refletido na propriedade comutativa, que afirma “A ordem dos fatores não altera do resultado da função ADIÇÃO, ou seja, a + b = b +a. Mas em aplicações de #sequenciamento da produção e #programação da produção esta regra não é aplicada. A figura atachada, para três ordens de produção (verde – vermelha – laranjada), com três operações (10 – 20 – 30), em três máquinas (M1 – M2 – M3), num processo flow shop (sempre da M1 para M2 e depois para M3) mostra que em termos de duração da programação, a alternativa 2 é a melhor. A ordem com que as tarefas e operações – Jobs – afetam diretamente o resultado final, em diferentes dimensões – duração da programação (#makespan), ocupação dos recursos no tempo, data de entrega do pedido, inventário em processo, tempo e set-up, entre outros. Essa ordem é determinada pelos #heurísticos de sequenciamento e programação, tornando disponível cenários distintos para alocação de tarefas (operações) das ordens de produção abertas nos recursos produtivos no tempo. Tal ação trará resultados diferentes. Desde modo, existirão resultados distintos para diferentes regras de programação: maximização da pontualidade, minimização do setup, diminuição de inventário em processos, entre outros. A escolha desses cenários ocorre em função do ambiente produtivo, época do ano, características do processo produtivo, complexidade da estrutura do produto, estratégia de resposta a demanda, etc. Promover a simulação, advinda da construção de cenários, e posterior comparação desses cenários é primordial nos dias atuais. Quem tem uma alternativa só não tem escolha. Josadak Marçola

Pérolas do projeto
Pérolas do ENEM, pérolas do jornalismo, pérolas de redação, pérolas ditas por famosos, pérolas do processo seletivo. pérolas universitárias, pérolas jurídicas, pérolas de tradução, pérolas de anúncios. Haja pérolas. E porque não pérolas do projeto!!! O que são pérolas? Pérolas” é um termo utilizado para se referir a erros grosseiros, vezes absurdos, cometidos por pessoas das mais variadas áreas. São gafes. Vacilos. Atos e/ou palavras impensadas, indiscretas e desastradas que vista com bons olhos produzem situações hilárias. Em projetos, quando se forma uma equipe de trabalho, que permanece junta por certo tempo, quer seja no quartel general do projeto, em visitas a empresas, em outras áreas da companhia, ou mesmo em confraternizações, diversas pérolas surgem naturalmente. São pérolas de diferentes tipos e tamanho, que as vezes o escriba mor do projeto – aquele membro da equipe mais divertido – acaba criando uma derivante da EAP – a EAPP, ou seja, Estrutura Analítica das Pérolas do Projeto. Compõem a EAPP: 1- paródias, 2 – piadas, 3 – bordões, 4 – termos, 5 – fotos, 6 – mantras, etc. E na reunião de encerramento do projeto, quando é contabilizado os resultados finais e formaliza-se as lições aprendidas, apresenta-se a pérolas do projeto. É um evento importante e produtivo. Bom humor é fundamental para conviver com as pressões do projeto. Josadak Marçola #licoesaprendidadas #projeto #bomhumornotrabalho
Quer um tigre e engorda um gato?
Outro dia, estava participando de uma reunião de resultados de uma empresa multinacional, quando ouvi a seguinte frase “Quer um tigre e engorda um gato?” É muito comum as empresas promoverem ótimos operadores para supervisores, ou coordenadores para gerentes, e o resultado ser insatisfatório. Um problema então se instala. Houve aumento salário compatível com a nova função, o desempenho não é adequado, não é possível diminuir o salário, efetuando a demoção do cargo. O que resta fazer? Engordando, o gato perdeu a agilidade, que era seu ponto forte, mas não se tornou feroz, que é um atributo do tigre. De forma correlata, o supervisor deixou de ser operacional, mas não tornou-se gerencial-estratégico. Sou plenamente a favor do recrutamento interno, pois uma promoção, pode provocar uma série encadeada de ascensão profissional na empresa, trazendo no bojo, crescimento profissional e auxiliando no clima organizacional. Porém, há ocasiões, em que não existe a competência internamente. Se faz necessário, então, fazer a seleção e recrutamento externo, até para capacitar a empresa nesta competência ausente. Existem momentos que temos que contratar tigres. Josadak Marçola #potencial #competencia #perfil

Gestor – Você só dá valor e contrata pessoas com Estilo de Gestão iguais ao teu?
Inicio dos anos 90, eu era um supervisor de produção, e juntos com meus pares, participamos de mais um treinamento gerencial. Mais um curso. E tanto trabalho para fazer na fábrica. Olhá lá o P – Produtor falando. Daqui a pouco você vai saber o que é isso. Mas foi um treinamento muito válido. Até hoje lembro, faço a releitura, gosto e estudo o autor desse método – Dr. Ichak Adizes. Adizes criou um modelo que define os estilos de gestão. Eles são caracterizados por 4 papeis (P – Produtor, A – Administrador, E – Empreendedor e I – Integrador). · P = Produtor – gostam de produzir, de estar sempre ocupados e entregar resultados. · A = Administrador –sentem prazer de organizar, e gostam de regras, sistemas e procedimentos. · E = Empreendedor –criam e desenvolvem ideias sobre o que produzir no futuro. Gostam do risco e são energéticos e entusiásticos. · I – Integrador – aproximam pessoas e ajudam que se sintam envolvidas. Gosta de promover contato entre pessoas ou resolver os conflitos? Imagina se uma empresa somente com perfil do tipo: · Um grande projeto de um importante cliente está atrasado, e chamamos os profissionais com perfil Produtor (P) para mitigar e/ou eliminar atraso. Ele consegue, mas sabe-se lá a que custo, e depois é preciso juntar todos os cacos espalhados pelo chão. · Temos excelentes profissionais com perfil Administrador (A), ele sabe quando a empresa irá a falência e qual o valor do passivo, mas não tem energia para mudar a situação. · Somente Empreeendedores (E), sabem que devemos estar do outro lado do rio daqui há dois anos, mas não se preocupam se será a nado, de barco, a jet-sky, ponte, etc, e já estão pensando em outros projetos sem efetivar este. · Ou somente Integradores (I), preocupadas com a comunicação, com reuniões, em promover encontros, escutar os funcionários, e por aí afora Uma combinação dos quatro estilo compõe o perfil de qualquer profissional. Não há combinação certa ou errada. Também, ninguém tem a plena e constante excelência nos 4 perfis. Geralmente dois perfis são maiúsculos e dois perfis são minúsculos, por exemplo PAei ou pAeI. Geralmente, valorizamos pessoas iguais a nós, com mesmos pensamentos, crenças, valores e visão de mundo. Porém, precisamos valorizar o diferente, o contraditório, a indagação dialética, completar a equipe com habilidades distintas. Josadak Marçola #gestor #gestao #estilodegestao

O Paradoxo da Simplicidade e Efeito Beijo
Na semana passada estava em uma empresa industrial auxiliando a implantação de um ERP de mercado, e na reunião relativa ao módulo de Planejamento da Produção e Gerenciamento de Materiais, discutíamos sobre aspectos pertinentes a parametrização e configuração do software e elaboração de alguns relatórios sintéticos e analíticos. Tratava-se de um time multidisciplinar – engenheiros, analistas de sistemas, administradores, contadores, tanto por parte da consultoria da software house quanto da empresas cliente, quando dois termos relevantes e complementares entre si, vieram a mesa: Kiss Effect e Paradoxo da Simplicidade. O KISS EFFECT, que de forma suave e adaptada escrevo que é KEEP IT SIMPLE, SMART (ao invés de STUPID), ou seja se for esperto deixe o projeto, processo ou atividade simples, porque caso contrário, será custosa, demorada e terá vida curta, pois cliente-usuário deixará de utilizá-la em virtude da dificuldade de uso. E aqui, um pequeno adendo, aproveitando o termo simplicidade, a sequência deve ser sempre: 1 – simplificar / 2 -padronizar / 3 – sistematizar / 4 – informatizar, ou seja, a informatização deve ser o ultimo passo, sob o risco de automatizar algo que está ruim. E quem projeta o produto, processo e sistema (designers), devem ter em mente que o desenvolvimento é feito uma vez só – sem considerar as melhorias e subsequentes revisões – e o uso será por longo tempo, reiteradamente. É aqui encontra-se o paradoxo. Não pode ser fácil para quem desenvolve, no sentido de entregar o mais rápido possível para cliente-usuário, e difícil para quem irá usá-lo de for frequente. O foco está sempre no uso. Se não tem uso não tem valor. Josadak Marçola #simplificar #simplicidade #kisseffect

Elegância no mundo corporativo, e no chão-de-fábrica
Quando se fala em elegância, a falsa crença logo traz a mente roupas chiques, vestimentas caras, sapatos de marca, joias raras e acessórios belíssimos. Mas elegância, em qualquer lugar, e principalmente no mundo corporativo é muito mais que isso. Como engenheiro de produção, trabalhei a maior parte de minha vida profissional em empresas metalúrgicas, com processos produtivos pesados, com ruídos e insalubridade como caldeiraria, tratamento superficial, pintura, fundição, entre outros. E tive a graça de encontrar muitos encarregados, supervisores e gerentes de produção extremamente elegantes, por mais impróprio ou paradoxal que possa parecer,em virtude do ambiente onde isso ocorria. Mas um chefe, em especial, permanece em minha lembrança. Era Supervisor de Produção de Tratamento Térmico. Um engenheiro de 55 anos, tecnicamente muito bem qualificado, que resolveu diversos problemas de processo na empresa. E, somado a isso, era extremamente simples e educado com todos, tratava a todos do mesmo modo, desde a faxineira até ao diretor industrial, com fala firme, mas calma e serena, roupas adequadas ao ambiente fabril e comportamento exemplar, sem fofocas e gritos e berros. Recordo-me, de sempre, cumprimentar a todos, levantar-se para buscar seu próprio café, chamar a faxineira para atender o telefone, muitas vezes almoçar com seus funcionários ao invés dos seus pares, ser um chefe discreto e on the ball no chão de fábrica quanto a situação requeria São gestos simples, diários, rotineiros, que não requerem custo algum, e que trazem elegância, gentiliza e o lado bom da humanização para as empresas, que de bojo ganham mais competitividade. Josadak Marçola